Dia Internacional da Mulher do IFPA - Campus Paragominas
O empoderamento feminino é um tema importante a ser debatido no Dia internacional das mulheres. O empoderamento possibilita a garantia da igualdade de gênero, a garantia de melhoria de vida, a garantia de salários iguais para homens e mulheres, a oportunidade de exercerem cargos de chefia, inclusive, ser presidenta da república, empoderar-se é dizer não à violência doméstica, é lutar por políticas públicas que promovam a equidade de gênero nas esferas públicas e privadas, e garantam “que o lugar da mulher, é onde ela quiser”
Na década de 70, os movimentos dos direitos civis dos Estados Unidos iniciaram o diálogo de empoderamento a partir da autovalorização da raça e da busca por cidadania. Neste mesmo período, este conceito também é utilizado pelo movimento feminista, para a mudança da estrutura de subordinação da mulher aos homens. Com a popularização do termo, ele foi utilizado com vários sentidos e em vários contextos organizacionais, sociais, econômicos e políticos. Da língua inglesa empowerment, ao português, empoderamento, teve diversos significados, apoderar-se, crescido em poder, apossar-se, o mais usual tem o sentido da transformação do ser enquanto sujeito e agente de sua própria vida dentro de um determinado contexto. É necessário que você reconheça a importância do empoderamento feminino, tema do nosso evento.
Dessa forma, o empoderamento feminino inicia com o reconhecimento da estrutura que oprime, especialmente as intersecções de classe, raça e gênero que demarcam as desigualdades e as relações e, determinam o acesso à cidadania e ao poder. Ao desafiar a ideologia patriarcal, dominação masculina, no qual as mulheres têm uma posição de subalternidade na organização social, as mulheres estarão desafiando as estruturas que mantêm a discriminação de gênero e as desigualdades sociais, presentes nas instituições, nos processos políticos, nos códigos civis, nas relações de trabalho, na família, no processo educativo.
O processo de empoderamento feminino deve ser constante, e as instituições educativas são espaços privilegiados para o desenvolvimento de ações para a transformação da realidade. É importante que a escola crie paradigmas libertadores para que novas subjetividades possam fluir, com práticas educativas que debatam o empoderamento feminino, a partir de projetos de pesquisas, extensão, aulas temáticas, pesquisas escolares, oficinas, incentivo à leitura, às práticas esportivas, dentre outros. Ao entendermos como a estrutura de dominação atua e ao desenvolvermos o pensamento crítico, novas formas de existência e resistência são construídas a partir das jovens do campo e da cidade, das mulheres da agricultura familiar, das mulheres da floresta, das mulheres quilombolas, das mulheres indígenas e todas que vivenciam o processo da subalternidade.
Resistência sempre.
Ninguém larga a mão de ninguém.
Para fazer sua inscrição e ter acesso a programação acesse o site do evento: even3.com.br/didmdicp2021/
Redes Sociais